10 de Março de 2021
Março é um mês recheado de conteúdos sobre as mulheres e suas histórias, afinal dia 8/03 é conhecido como o Dia Internacional das Mulheres. Para além de recebermos flores, agrados e mimos, precisamos urgentemente falar sobre pautas que cercam o universo cotidiano feminino.
O contexto da pandemia mudou o comportamento e dia-a-dia de todas as pessoas. Muitas de nós precisamos investir tempo em empreender, já que o fechamento de alguns estabelecimentos surpreendeu uma diversidade imensa de trabalhadoras e trabalhadores. Ao mesmo tempo em que nossas vidas mudaram de maneira brusca e tivemos a necessidade de adaptar o cotidiano às novas regras, as mulheres mães precisam constantemente encontrar saídas para os desafios deste mesmo cotidiano.
Empreender não é uma ação simples, envolve dedicação, esforço e muito aprendizado. Para as mães, o empreendedorismo se torna interessante, pois em algumas profissões, pode-se ter flexibilidade de horários e possibilidades de encontrar momentos de integração entre o maternar e o trabalho.
Sem dúvida, existe um movimento contínuo da mulher para integrar, conciliar, harmonizar e adequar as diferentes funções, especialmente entre mães solo. A busca por equilíbrio entre todas as atividades do cotidiano com a independência financeira é o que leva muitas mulheres à exaustão mental e cansaço extremo.
Rede de apoio
As angústias e o cansaço das mães empreendedoras precisam ser ouvidos e vistos. É por meio de uma rede de apoio, que se constrói formas de conciliar horários, necessidades e todas as problemáticas a serem resolvidas.
Mesmo com uma boa rede de apoio, a culpa se torna um sentimento comum entre mães que decidem dar conta de uma carreira também. Estes sentimentos são lugares comuns entre mães empreendedoras e por isso, é necessário dar vazão de forma cuidadosa ao psicológico destas mulheres, em especial aquelas que estão em puerpério.
O pediatra e psicanalista Donald Winnicot criou o conceito da “mãe suficientemente boa”. Esta teoria sugere que quando a mãe tenta constantemente ser perfeita, acaba sofrendo mais do que deveria, pois suas expectativas se tornam frustradas. Neste sentido, ser mãe é um processo, que acontece ao longo do tempo, isto que dizer, que ser mãe é uma construção da mulher com o filho.
Esta visão libera a ideia de perfeccionismo e a constante culpa derivada da frustração. É compreensível que todas as mães tentem ser as melhores para seus filhos, mas estar em sofrimento por ter demasiado controle das situações não ajuda o processo de educação da criança e pode levar a um esgotamento e cansaços sem iguais.
Ser mulher e mãe são caminhos constantes de aprendizado e o sentimento de falha, pode ganhar novos significados. A importância do diálogo consigo mesma é tão importante quanto a busca pela saúde dos filhos.
Fonte:
Blog Leiturinha
Natura

Sobre a Silvia:
Educadora, escritora, redatora, podcaster e empreendedora, Silvia é graduada em História e pós-graduada em Cultura Digital. Criadora e podcaster do espaço de criatividade Laboratório de Histórias, empreende na empresa CRIAtiva - educação para a sensibilidade. Tem como princípios a transformação social, por meio da literatura, cultura e arte. Instagram: @laboratorio_historias e @silvia.criativa